UABPS

O que é UABPS?

A UABPS significa União das Associações Brasileiras de Pesca Subaquática, é um movimento que tem o objetivo de assessorar e representar associações, grupos e empresários ligados à pesca subaquática no que tange ao desenvolvimento e defesa, usando para isso a expertise de anos de trabalhos paralelos em benefício da atividade.

Assim, não se trata de uma associação, não existe um estatuto ou regimento, e tão pouco gera lucro, pelo contrário, sobrevive de recursos de representantes que não dependem da pesca subaquática, mas que buscam perpetuar a atividade.

Objetivo

O objetivo da UABPS é de unir toda a pesca subaquática no Brasil, fortalecer as associações, aquecer o setor e corrigir a visão da atividade à sociedade.

Panorama da Pesca Subaquática

Com o aparecimento das redes sociais e serviços de armazenamento de vídeos, a tarefa de defender a pesca subaquática se tornou cada vez mais difícil, pois com a facilidade de se fazer edições e boas fotografias, as mídias tem passado uma imagem errônea à sociedade quanto a atividade. A visão de quem não conhece a pesca subaquática é de que as pescarias são sempre fáceis e muito produtivas, além de predatória, quando se trata de uma a atividade com muitas dificuldades e riscos, além de seletiva e com indivíduos que se preocupam com o meio ambiente.

Várias vezes por ano a pesca subaquática se depara com tentativas de denegrir e proibir a atividade, qual tem se tornando cada vez mais cansativo à todos que estão nessa frente, e o futuro que se enxerga é o desgaste de praticantes, associações e empresários, e sua extinção.

Responsabilidade

A pesca subaquática sempre contou com alguns representantes a defendendo, sempre em trabalhos paralelos, mas sem atenção e reconhecimento de quem a pratica ou subsiste dela.

As associações, empresários e profissionais que dependem da pesca subaquática deveriam se preocupar com a perpetuidade da atividade, mas na maioria das vezes ignoram os problemas ou nem sabem do risco de se manter nesse mercado.

O risco

Há alguns anos uma frente de defesa da pesca subaquática percebeu um projeto de lei que tentava proibir toda a atividade da pesca subaquática no Estado de São Paulo, e quase conseguiu, estava passando despercebido em entrelinhas com um o título de proibição de uma espécie invasora dos rios do Estado.

Porém, havia uma frente que analisava esses projetos de lei automaticamente, e assim que foi percebida a tentativa, logo houve um movimento para unir a pesca subaquática com a finalidade de criar representatividade para discutir o assunto na Assembleia Legislativa, e também para criar volume de manifestações de repúdio desse devaneio político que feria o direito de isonomia garantido na Constituição Brasileira.

A manifestação e a representação na Assembleia Legislativa teve êxito, a atividade foi escutada e conseguimos travar o avanço do PL. Mas, após o esforço, todos se acomodaram achando que haviam resolvido o problema para sempre.

Ocorre que a pesca subaquática nesse meio tempo perdeu o poder de representação e foi atacada, e atacada, e por diversas outras vezes atacada. E, poucas pessoas à frente desse pesadelo, enquanto a maioria pescava e seguia com o seu negócio sem saber do movimento do adversário.

Hoje há um novo problema, que não só atinge a pesca subaquática mas a pesca amadora como um todo. A revisão da Instrução Normativa n. 09 vem novamente colocar em risco a pesca amadora, agora em nível nacional, tentando desmotivar todo o setor, colocando em risco gravíssimo todo o segmento direto e indireto da pesca amadora.

Análise e correção do erro

As pessoas que defendem a pesca subaquática, na sua grande maioria, são praticantes da pesca subaquática que não dependem da pesca para sobreviver, tem sua própria profissão, mas disponibilizam algumas horas do dia para defender a atividade do jeito que pode, pelo amor da atividade. Mas, por não terem uma representação forte, nem sempre tem sucesso.

As defesas antes da UABPS ocorriam em trabalhos paralelos, batendo na porta de deputados de seus Estados, distribuindo mensagens em redes sociais, ocupando cadeiras em conselhos, fazendo parte de grupos de trabalho de sistemas de zoneamento costeiro e regramento da pesca, mas sempre sem representação.

Analisando o cenário, os representantes perceberam que teriam mais êxito trabalhando em conjunto, dividindo experiências. Então se juntaram e começaram a planejar estratégias para amadurecer um movimento, quando cresceu um pequeno conselho para discutir e resolver os problemas pontuais.

Logo esse conselho percebeu que vinham trabalhando errado, que ao invés de buscar a atenção dos praticantes de pesca subaquática deveriam procurar quem depende dela, as associações e empresários diretos, pois com as associações e empresas poderiam ser tratadas como representantes de um setor e não somente como manifestantes.

Associações

O conselho colocou em prática a estratégia de juntar as federações, confederações e associações, pois são os níveis mais altos da pesca subaquática, apesar de esquecidos. Seria um grande desafio, pois era sabido que as associações eram voltadas à campeonatos, não tratavam de legislação, exceto a associação de Santa Catarina, que já fazia um trabalho nesse sentido.

O primeiro contato do conselho foi com a associação de São Paulo, a APPS – Associação Paulista de Pesca Submarina, e logo em seguida traçamos que deveríamos começar juntando as associações do sul do país, pois sabíamos que já possuíam experiência com legislação, e com excelentes resultados. Após alguns contatos logo tínhamos a ACPS – Associação Catarinense de Pesca Subaquática no conselho, o que aqueceu fortemente o movimento.

O conselho entendeu então que seria necessário juntar todas as associações, a estratégia naquela momento foi de buscar por grupos formadores de opinião para que propagassem a informação da existência de um movimento de união da pesca subaquática, e tivemos grande ajuda vinda dos amigos pescadores subaquáticos do interior do país.

Com a informação propagando rapidamente nos grupos, em poucos dias já tínhamos a representação de  1 federação, 1 confederação e 14 associações brasileiras de pesca subaquática , entre elas ABAPS-BA, ACPS-SC, AMAPES-MG, APAPES-PR, APDSL-DF , APPS-PR , APPS-SP, APSRJ-RJ, APSSHARK-DF, APSUBAPA-GO, APSUBMT-PR, ASBEPA-BA, ASGPSA-GO, CBCS-RJ, DFSUB-DF e FCSERJ-RJ, e assim nasceu a UABPS – União das Associações Brasileiras de Pesca Subaquática.

Estratégia

Com a união de todas as associações da pesca subaquática, foi necessário algumas reuniões até chegar em um denominador comum, criar frentes de trabalho para agregar representações, fortalecer a atividade e ferramentas de informação, e melhorar a imagem à sociedade.

Então a proposta de trabalho foi:

  • Unir os grandes grupos de pesca subaquática em redes sociais para agregar representantes e aumentar o poder de comunicação;
  • unir o setor direto e indireto da pesca subaquática com a finalidade de catalogar todo o setor que pode ser afetado com os eventos contra a pesca amadora;
  • levantar as associações do país para melhorar o nível de instrução e ética dos praticantes de pesca subaquática;
  • usar os grandes grupos e empresários do setor para conscientizar os praticantes para as boas práticas de modo a melhorar a imagem da atividade.

Empresários

O conselho definiu que a presença dos empresários diretos e indiretos do setor deveriam fazer parte da UABPS, pois além de representarem fortemente a atividade, faz parte do ponto mais relevante em decisões judiciais, devido ao valor histórico e socioeconômico.

Existe toda uma história envolta de nossos empreendedores, que criaram e consolidaram uma ampla estrutura industrial e comercial dedicada ao fabrico e comercialização de equipamentos de mergulho livre e pesca subaquática em apneia, incluindo-se, mas não limitados a, os arbaletes e espingardas de mergulho, desenvolvidos por uma empresa nacional, a Cobra Sub, inclusive reconhecidos e utililizados antes da globalização em grandes campeonatos internacionais.

Com o passar dos tempos a pesca subaquática e o mergulho em apnéia permitiram a criação de inúmeras empresas dedicadas a este segmento, dentre as quais podemos citar a DiveCom, maior fabricante de equipamentos de mergulho e pesca em apnéia da América Latina que exporta seus produtos para mais de dez países incluindo Estados Unidos, Portugal, Grécia, Chile, Peru e Nova Zelândia, e a PK Sub que recentemente introduziu diversos de seus produtos no mercado norte-americano.

Estas empresas, bem como inúmeras outras que se beneficiam da pesca subaquática em apnéia e por extensão do mergulho livre em apnéia que emprega diversos itens desenvolvidos para aquela modalidade, gera milhares de empregos e ampla circulação financeira bem como arrecadação tributária em todos os níveis de governo (federal, estadual e municipal), advindos não apenas das indústrias dedicadas em parte ou totalmente à pesca subaquática, como também das lojas que comercializam estes equipos e petrechos, e ainda de diversos outros elementos que se beneficiam da pesca subaquática, como estaleiros que constroem barcos, marinas que hospedam barcos, locadores de barcos, guias de pesca e marinheiros, mecânicos navais e outros profissionais dedicados a este segmento, hotéis, pousadas e restaurantes, etc.

O trabalho dos grupos sociais tem agregado muitos empresários do setor preocupados com a situação da pesca amadora no Brasil, e a UABPS vem mapeando e sincronizando a informação com toda essa importante representação.

Problemas pontuais

A pesca subaquática enfrenta atualmente alguns problemas, a imagem ruim propagada por mídias ativistas e o próprio desconhecimento da sociedade sobre o outro lado da atividade, a consciência ecológica, projetos sociais e de meio ambiente.

Outros problemas envolvem municípios legislando sobre a pesca, sendo tarefa da União e Estados, bem como legislações criadas com audiências públicas às escondidas, sem convocação das partes que são diretamente afetadas com a finalidade de desequilibrar a votação. E tudo isso, literalmente, para suprir caprichos de outras atividades da pesca que não querem dividir o mesmo espaço.

A pesca amadora ainda necessita de acompanhamento contínuo sobre as legislações de espécies esportivas, além de participar de audiência públicas de zoneamentos e ordenamentos pesqueiros, delegadas para as divisões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio da Secretaria da Aquicultura e Pesca, exemplos da APA Marinha e ICMBio.

Estrutura

A UABPS conta com grupos de WhatsApp para receber notificações(não é possível se manifestar) de eventos relacionados à pesca subaquática, e também de grupos de trabalho e de discussão. Os representantes da pesca subaquática devem participar de pelo menos um desses grupos.

O representante é notificado de eventos através de uma rede de distribuição de e-mails aninhados, de forma que problemas reportados em um Estado possam ser analisados por todos em busca de soluções já identificadas em outras regiões, e por outros representantes. Assim, formando uma rede de experiência contínua e dinâmica com problemas e soluções.

Existe também um portal em https://uabps.pescasubaquatica.org, onde o praticante e representantes contam com uma base jurídica atualizada com informações voltadas para a pesca subaquática e espécies, além de uma base de dados em um mapa geográfico onde se pode identificar áreas de exclusão da pesca com embasamento da legislação correspondente. Assim, o praticante da pesca pode praticar a atividade em acordo com a legislação vigente, sem surpresas em fiscalizações.

O portal ainda incorpora um trabalho que vem sendo realizado pela ACPS, que se trata da coleta de dados de captura, transformado em modelo de relatório CPUE –  Captura por Unidade de Esforço, para entrega ao governo, pois as atividades que não compartilham esses dados são atropeladas por informações criadas por pesquisadores e ativistas que prejudicam a imagem e a realidade da atividade/setor .

Ainda, o portal possui diversas informações colaborativas, como previsão das condições climáticas e do mar, notícias e artigos. A idéia da UABPS é que o portal se torne um ponto centralizado com informações de legislação sobre a pesca subaquática, ainda contanto com um apoio jurídico, onde o praticante pode se informar e mergulhar dentro da normalidade, inclusive, buscando maior conhecimento da atividade, ética e de boas práticas.

A UABPS ainda conta com um canal no Youtube, https://www.youtube.com/c/UABPS, onde são armazenados e apresentados projetos desenvolvidos pela pesca subaquática, bem como boas práticas, de forma a mostrar o outro lado da atividade.

Desafio

O desafio da UABPS agora é de poder contar com a divulgação desse movimento, arrumar a imagem da pesca subaquática, qual será possível com a filiação dos praticantes em uma associação de pesca subaquática que a represente.

Espera-se que outros empresários e proprietários de grupos de pesca se juntem ao movimento de forma a aumentar o número de representações, para continuar defendendo a pesca subaquática em todas as esferas.

Representação

A UABPS possui uma estrutura de propagação de informação de eventos e jurisprudências que envolvem a pesca subaquática. É importante que você, que representa a pesca de alguma forma, faça parte dessa estrutura e esteja sincronizado aos acontecimentos do setor. Não é necessário filiação ou qualquer investimento, pois a UABPS não é uma associação, mas sim um movimento.

Para fazer parte dessa sincronização precisamos apenas do nome da sua empresa/negócio, logomarca, e-mail(para ser adicionado em um grupo de distribuição de eventos), CEP(para ser adicionado em um mapa de representação nacional) e telefone(para ser adicionado em um grupo de WhatsApp), os dados são preservados e o e-mail mascarado com @pescasubaquatica.org para garantir a sua privacidade e para que possa automaticamente deixar de fazer parte quando quiser, seguindo as regras da LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados.

Você pode enviar seus dados através da nossa página de contatos ou através do e-mail [email protected] com o subtítulo “REPRESENTANTE”.

Essa é a última chance da pesca subaquática, de aproveitar o governo atual de direita e a disposição de quem já está a frente resolvendo os problemas da atividade.

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