GT da Ilha da Queimada Grande/SP

GT da APA Marinha

Ordenamento Turístico da Ilha da Queimada Grande/SP

Sobre a Ilha

A ilha está a 19 milhas náuticas da costa de Itanhaém e Peruíbe e possui aproximadamente 430.000m², com topografia irregular e altitude de 206m. A profundidade na parte abrigada da ilha está em torno de 30m e do lado desabrigado a mais de 40m, e não possui praias, somente costões rochosos.

As águas ao redor da ilha contam com variadas espécies de peixes esportivos, como garoupas, budiões e caranhas, além de eventuais visitas de outras espécies de mar aberto. Trata-se de uma região muito piscosa e de interesse e importância de atividades turísticas e pesqueiras.

Sobre o GT da APA Marinha

O GT(grupo de trabalho) da APA(Área de Proteção Ambiental) Marinha referente ao ordenamento turístico da ilha da Queimada Grande/SP, com a finalidade de discutir a utilização da ilha entre as diversas atividades realizadas na região, principalmente no que tange a pesca e o fundeio de embarcações.

Nesse GT estão incluídos dois praticantes da pesca subaquática e membros da UABPS – União das Associações Brasileiras de Pesca Subaquática, Edson Formighieri(Formiga) e Richote Garibaldi.

O grupo é coordenado pelo Guilherme da UFESP e conta com a presença da gestora da APA Marinha, Maria de Carvalho Tereza Lanza, além de dois representantes da pesca artesanal, Peterson e Randall. Os demais membros desse grupo representam institutos e ONG’s de proteção ambiental.

Porém, apesar do peso não ser da pesca da região, as reuniões do grupo geralmente são abertas para a participação do público.

O Interesse na Preservação da Ilha

Pesquisadores tem levantado o interesse na região após a descoberta de uma colônia de corais da espécie de coral “Madracis”, um dos temas do ordenamento, que busca soluções para a preservação desses corais sem descontinuar o turismo na região.

Reunião do dia 31/05/2021

A primeira reunião desse GT ocorreu no dia 31/05/2021 às 18h30, e durou em torno de 2 horas. Foi uma reunião bem objetiva e todos os pontos da discussão bem esclarecidos.

A reunião iniciou com a apresentação de todos, a pesca subaquática teve grande representatividade, já a pesca artesanal nem tanto. O turismo de pesca de linha houve uma representação apenas do final, com o guia de pesca Bruno, mas faltou representatividade no geral.

Cada representante se apresentou e expôs suas expectativas com o ordenamento, e o Guilherme da UFESP apresentou como será conduzida as próximas reuniões, além de apresentar como está mapeado o zoneamento na região.

A gestora Maria Lanza esclareceu que em um passado próximo, de gestão política anterior, já houve um interesse em proibir a Ilha da Queimada Grande, transformando-a em parque, mas esclareceu que hoje a política é diferente, e estuda o anseio e cultura das regiões à serem ordenadas. Ela frisou que o objetivo do ordenamento não é de proibir a pesca na região, mas de conservar o estoque pesqueiro da região de forma sustentável.

A Maria também esclareceu que que toda a atividade da pesca está permitida na região, exceto o que tange a pesca industrial, esta que deve ser realizada fora de um raio de 3km da ilha. A pesca de arrasto também tem um raio de distância para ser praticada, que é de 500m da ilha.

Nessa primeira reunião nada que posso implicar à pesca amadora e artesanal foi discutido, somente a certeza que podem ser praticadas.

Um comentário

  1. Olá ,

    Sou Pescador sub e achei o artigo bastante interessante e esclarecedor, a condição da reunião para debate entre os frequentadores da ilha se mostrou equilíbrado , uma verdadeir excessão ! Em varios locais do nosso estado , houveram decissões que por falta de informação a opção tomada foi de proíbir , prejudicando seriamente pessoas e classes.

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